Centro Acadêmico Sobral Pinto convida

Escrito por Olímpio às 07h59
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É nóis na fita e os boy no dvd!

| Livro de poesia será lançado em Campina |
O escritor campinense Olímpio Rocha lança hoje em Campina Grande o livro de poesias A Maré. O lançamento ocorrerá durante o sarau ‘Cachaça e Poesia’, no parlatório da Faculdade de Direito da Universidade Estadual da Paraíba, uma promoção do Centro Acadêmico Sobral Pinto - CASP. O evento terá início às 22h22, quando o escritor apresentará a obra aos estudantes. Na oportunidade serão declamadas poesias de outros artistas populares de Campina.
A Maré tem poemas com influências maiores da poesia contemporânea, de nomes como Paulo Leminski e Waly Salomão. Olímpio Rocha usa a poesia numa métrica livre e contando com a ironia dos versos. “No trabalho, também me inspirei no exemplo modernista de Augusto dos Anjos e dos cordelistas regionais”, explica o escritor.
A obra de Rocha divide-se em três partes que se complementam, que ele denominou de “Pedregosa”, “Ressacada” e “Calmaria”. Nelas, muita poesia divertida, irônica, sensível e, ainda, excelentes prosas, num estilo agradável de ler.
O sarau ‘Cachaça e Poesia’ funcionará como um reencontro dos acadêmicos da UEPB e UFCG que participaram da Bienal da UNE, no último mês de janeiro, no Rio de Janeiro. Os saraus do Centro de Ciências Jurídicas têm se firmado como o encontro destes estudantes, desde o ano passado, quando começaram a ser realizados na Faculdade de Direito.
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Fonte: http://jornaldaparaiba.globo.com/vida-3-020307.html
Escrito por Olímpio às 07h44
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L'ÊTRE AVANT LA LETTRE
la vie en close
c'est une autre chose
c'est lui
c'est moi
c'est ça
c'est la vie des choses
qui n'ont pas
un autre choix
Paulo Leminski

Escrito por Olímpio às 17h36
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Costumeira
Sorvendo, incauto, o que te apraz em profusão de sensações ilusórias é jamais que poderás dizer jamais enquanto passam de imorais, hordas.
Em trago entorna-tes, capadócio em gole, teu louro se desmitifica engoles influência de igual patrício e eu trago qualquer que se petrifica.
Pro que te cabe, quando te haures não há definição não-simiesca ou o que não te estupetifica.
Vives só, a imaginar vontades absorvendo burla de prazer nababesca e praguejando quem te critica.
Olímpio Rocha
Escrito por Olímpio às 17h25
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Por que anoitece
Entre ramagens rubro-verdes cintilando teu vestido de igual cor sob sombras que matam sedes diante de faustos enlevos de calor.
Num banquinho que vai ao vento e entre cordas se ata ao maior ramo... (nada em meu pensamento é maior que quando por ti clamo!)
O sol poente se ruboriza o horizonte fica mais estreito a lua incipiente tem um quê de ranço...
A verdade inunda meu peito: É o dia claro que se encoleriza invejando tua lindeza no balanço.
Olímpio Rocha
Escrito por Olímpio às 17h23
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Receita
- ó, vai ser assim: - assim o quê? - assim, porra. - assim como? - olha! - ahn? tá... mas como assim? - assiiimmm!!! - ah, sim... assim mesmo? - sim! - e se não der certo? - aí a gente faz assado...
Olímpio Rocha

Escrito por Olímpio às 10h24
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Não, não é amar o verbo certo. Amar é qualquer coisa que fica no peito e em desconserto com a boca falo: amo. Mas não é essa a palavra, tenho que inventar. Um dialeto particular? Futatabi? Quase isso... Fala-me de legenda e eu escuto o português daqueles que vieram pelo Atlântico. Heart tem rima de Hurt. Muito fácil entender, não precisa de legenda. O silêncio dispensa legendas até para palavras inventadas. Amo. E é por faltar um verbo ou uma legenda que EU TE INVENTO.
Layne Joplin
Escrito por Olímpio às 10h14
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POLÍTICA LITERÁRIA
O poeta concreto discute com o poeta processo qual deles é capaz de bater o poeta abstrato.
Enquanto isso o poeta abstrato tira meleca do nariz.
EPOPÉIA
O poeta mostra o pinto para a namorada e proclama: eis o reino animal!
Pupilas fascinadas fazem jejum
HAPPY END
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente
(CACASO)
Escrito por Olímpio às 09h51
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Descansa com teu sono enquanto conto as estrelas já não danço como antes e nem grito quando me perco vou te vendo enquanto dorme e vou me vendo no teu sonho meus barquinhos de papel percorrem tuas ondas mansas minha sombra brilha e sorri meus olhos não acreditam eu, no entanto, não penso teus falsos pensamentos me desfazem e me encantam enquanto não levantas baixinho tu me chamas e eu só acordo com teu despertar.
Suka
Escrito por Olímpio às 09h44
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Uns dias
Escondo-me em um canto
Canto
Sozinho em meu recanto
Me encanto
Com o passar do tempo
Lento
Fico leve como o vento
Sentimento
Tão logo encontro quem tanto
Procurava em meu canto
E, como milagre de um anjo,
Esvazia minha mente
Meu corpo nada sente
Quente
Envolvente
Ardente
...
Cai a lágrima
Sufoca-se o grito
...
Então, vem o sorriso
Da imagem homogênea
Que se vai e aqui me deixa
Leve como o vento
Lento
Acordando em meu momento
Rodrigo Sapo

Escrito por Olímpio às 09h27
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De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa

Escrito por Olímpio às 10h22
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Nice, so nice
não quero mais harrassments vou me mandar pra Cote d'azur pra ficar always reminding ou esquecendo mon amour...
Olímpio Rocha

Escrito por Olímpio às 10h17
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Deferência
Fito ao longe um aceno, uma silhueta volatilidade reles.
E uma de Saudade filha minha que sentir ainda deves.
Lá no horizonte um canário assobia um sambinha.
Cartola numa época triste dessa, vou te contar...
passarinho tocando e as rosas mudinhas me botam logo a chorar.
Olímpio Rocha
Escrito por Olímpio às 21h46
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Uatcháááre!
Frustração de infância era no bafo na vera nunca tirar o goleiro da Grécia.
Chato era ver a Lili de mão dada com o moleque da quarta e nunca olhava pra mim.
Mas pior que levar pra merenda na lancheira do He-Man duas cremecráque e suco de caju
terei para todo sempre o malogro de dizer que dói-me fundo na alma
nunca ter ganho com Liu Kang do filho da puta do Ryu.
Olímpio Rocha

Escrito por Olímpio às 19h13
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Insólito xadrez
Às ordens de déspota rainha começara pelo fim, abatendo os reis que lhe eram só estorvo. Torres derrubadas bispos, e suas missas proibidas cavalos alados. Por último, os peões: se ainda fossem peinhos... Restaram os diminutivos de ra no tabuleiro, face a face
Ana Guimarães
Escrito por Olímpio às 15h23
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